Estes dias estava no sofá e enquanto os meus olhos se distraiam com a televisão o meu pensamento divagava, completamente alheio ao que se passava no exterior e dei por mim a fazer uma comparação tonta entre o amor e a matemática. Passo a explicar: a primeira coisa que aprendemos na matemática é que 1+1=2. E a primeira coisa que nos ensinam sobre o amor? É que o amor acontece quando um rapaz e uma rapariga gostam um do outro e ficam juntos. Ok, parece simples. Depois a coisa começa a complicar, entram as multiplicações, as subtracções, as divisões - e entram os ciúmes, o "já não gosto de ti, gosto de outra pessoa" ou o pior e catastrófico "só gosto de ti como amigo" que é o equivalente matemático a "qualquer número multiplicado por zero, dá zero".
Parece estranha esta comparação mas na verdade não é de todo totalmente descabida. A matemática é complicada, o amor também. Há quem domine a matemática e quem encontre um amor para a vida toda ainda na primavera da vida. Há quem precise de explicações para passar e quem procure os conselhos dos amigos para o primeiro encontro. E quando achamos que já estamos a dominar a ciência da coisa, bam!, entram as equações de segundo grau ao barulho, com mais uma incógnita para descobrir: estava tudo tão bem, ficavam tão bem juntos, porquê que acabaram?
Tal como na matemática, com os seus problemas sem solução, o amor tem razões que ninguém entende. Faz sentido?