sábado, 12 de dezembro de 2009

Reflexões nº3

São 23:14. Tive hoje um ataque de fúria. Agora estou calma, a ouvir Manuel Cruz. Foi preciso levar uma "pancada" para perceber que de facto não vale a pena. Para perceber que nada do que sonhei vale a pena continuar a sonhar. Não existe ninguém perfeito. Nem homens nem mulheres. Não existem momentos perfeitos. As músicas românticas não têm mais significado para além daquele que nós lhe damos. Não existem lugares marcantes, apenas histórias que lá se desenrolaram. E que por isso mesmo se chamam histórias. Coisas que aconteceram e que a probabilidade de se repetirem é ínfima.
Não existem objectos com significado marcante, existe apenas o significado que lhe está associado. Memórias. Imagens, momentos, cheiros que o nosso cérebro gentilmente memoriza e que é nosso trabalho retirar-lhe qualquer valor, para quando nos lembrarmos, não doer. Até agora não tinha sido capaz de perceber e ultrapassar isto tudo. Até agora eu acreditava em verdadeiros contos de fadas e amor eterno. Mas como ele diz, "o amor é eterno enquanto dura". O meu pode não ter acabado, ou sequer ter sido digno de chamar amor, consoante o ponto de vista. Mas o prazo de validade está a ficar cada vez mais curto. E que azar, daqui a uns diazitos já nada me significar. E que azar sentir que estou a começar a ficar cada vez mais fria, mais desnutrida de romantismo, de emoções fortes. E que azar começar a sentir que finalmente sou capaz de enfrentar as coisas de frente, dizer as coisas na frente. E esquecer quem não interessa mais depressa do que demorou a lembrar.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Porquê que eu nunca me engano?

Está a chover, está frio, e tenho o coração ligeiramente magoado. após 9 meses, a coisa acabou. Eu digo a coisa, porque era mesmo uma coisa. Umas saídas juntos, umas noites juntos, uns cinemas juntos, umas tardes juntos. Mas, como é custume, sou gaja, e gaja ilude-se. Gaja apaixona-se verdadeiramente e acredita piamente que pode ser feliz nesta 'amizade colorida'. E eu era feliz! Ou se calhar fingia ser. O que é certo é que a coisa acabou. Ontem, depois de almoço, como uma bela sobremesa. Chorei baba e ranho, odiei-o, e voltei a gostar dele. Passei o dia com a minha mãe (nunca duvidem que ela é a melhor conselheira, é mesmo!), fiz um bolo de chocolate (o meu pai devorou quase metade, a minha mae tambem gostou, eu acho que ficou pessimo). Era para ir às compras com a minha mãe, mas voltei a chorar. Quase desidratei, a serio! Hoje acordei cedo, sem conseguir dormir mais do que as poucas horas que cai num sono leve. Sonhei imenso, que andava a sair com um grupo de hippies e que as empregadas da residencia puseram toda a gente a fazer limpezas, menos a mim e à V. Vá-se la saber porque. Fui a casa da F. busca-la, e viemos para a nossa bela cidade. Agora estou com ela. Ela esta a estudar, eu estou a queimar tempo para nao pensar no que nao devo. Ainda é tao cedo. A F. insistiu que ficasse cá a dormir. Ainda nao decidi sinceramente. Preciso de um banho quente, de relaxar. De dormir e só acordar daqui a uns milhoes de ano, quando ja nao houvesse humanidade e eu estive quentinha, adormecida no regaço de um Tiranossaurus Rex. Amanha tenho aulas às 9h, mas o pior ainda está para vir. Eu nunca me engano, infelizmente!