quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Dúvidas existenciais

Aqui há tempos em conversa com o D.,falávamos sobre as estrelas de cinema/celebridades e qual escolheríamos para pinocar - caso nos fosse cedido um free-pass com as mesmas, obviamente. Ele sem hesitar escolheu a Scarlett Johansson e eu fiquei-me pelo meu versátil Johnny Deep. Mas isto foi antes de seguir Vampire Diaries e descobr...ahm, encontrar por acaso, o instagram do Ian Somerhalder. Agora estou como um tolo em cima da ponte, sem saber qual vai ocupar a posição principal de "fantasia com famosos". 
A vida é feita de escolhas difíceis. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Escuto

Local: Planeta Terra
Data: 1 de Outubro de 2013

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"Daqui vos fala uma frustrada. É meia-noite, e depois de mais um dia da treta, só me apetece arrumar malas e pôr-me a andar daqui para fora. Sinto-me num local hostil, sem nada para me dar. Trabalho, emprego, são tudo palavras que se tornaram quase raras. Sim, tenho um ganha pão, que me está a esgotar, não física, mas psicologicamente.
Trabalhar no ramo das vendas não é mesmo para qualquer estômago. Eu que o diga. Andar o mês inteiro, dia sim, dia sim, a lutar por objectivos, por vendas, a aturar reclamações (por vezes sem nexo), a ouvir de tudo, a levar com portas na cara, muitas vezes ser até mal tratada. A aguentar, a engolir sapos bem grandes, porque disso depende o que vou ganhar no fim do mês seguinte. É f*da cara.
Sinto que só se a minha vida fosse um filme é que iria cair do céu um trabalho fabuloso - com óptimos colegas de trabalho, com um ordenado adequado às minhas expectativas, a fazer algo que adoro, e que se adeque às minhas aulas - pois só em filmes é que as coisas correm sempre bem.
Cheguei ao fim de seis meses de trabalho e contei 2000€ limpos recebidos. As contas foram pagas à rasca, é 'chapa ganha, chapa batida'. Perguntam-me muitas vezes o que estou ainda aqui a fazer, porquê que simplesmente não vou embora? Todos os dias procuro emprego, todos os dias envio CV para todo o lado, entrego pessoalmente ou por e-mail. Eu não baixei os braços, mas se sair daqui, simplesmente fico desempregada. Fico em casa, sem receber nada, a depender de alguém novamente.
É frustrante, e só me apetece desistir."

Fim da mensagem.