Ou porque o Sol entrou cheio de vigor pelas frinchas da minha persiana, ou porque depois de todo o negativismo que carregava ontem, hoje acordei cheia de energia e bem disposta.
Experimentei o BB Cream pela primeira vez e estou a adorar, saí de casa radiante e fui ao cabeleireiro mudar o look, e adorei!, no meio da conversa surgiu uma cliente nova para mim, tenho uma entrevista de emprego hoje, ligaram-me para me chamarem para um curso de markting e relações públicas (sim, porque tenho visto imensa oferta nessa área). Depois de mais um telefonema, comsegui outra cliente. Acho que depois de muitas portas andarem a ser fechadas na minha cara (literalmente...ossos do ofício de vendedora), finalmente abriu-se uma grande janela. Uma não, várias.
Com esta energia toda, só pode correr tudo bem.
Enfim, Bom dia primavera, bom dia sol, bom dia mundo!
"Porque todos os dias são dias cheiiiios de oportunidades!"
quarta-feira, 20 de março de 2013
"Sair de casa e ser independente"
"Sair de casa e ser independente" não é assim tão fácil como parece. Dizer é fácil, pois claro, mas fazê-lo não. Mesmo com noção de que o dinheiro custa a ganhar, mesmo com a noção que há contas para pagar ao fim do mês, "Sair de casa e ser independente" é diferente, porque é lidar com a Realidade.
E sei disso porque o fiz. Acabei a licenciatura, estava numa fase da minha vida que queria mais e menos. Queria mais "liberdade", e queria dar menos "preocupações", menos "despesas".
Os meus pais recearam, mas aceitaram, pois afinal de contas, é a "minha vida, minha decisão". E no inicio não custou muito. Depois de apartamento pronto, contratos feitos, as despesas começaram a vir e o salário a sumir. Nunca passou dos 500€/mês mas dava. Deu para ir passear até à Bélgica. Depois foi mudança de emprego. E os 500 desceram para 300€. É chegar para pagar a luz, a água, o gás, a internet, a renda. É chegar para pagar as despesas. Veio o cão. É chegar para lhe comprar comida, dar-lhe as vacinas, ir ao veterinário. Depois foi preciso seguro de saúde. É chegar para o pagar. Depois o computador avariou. É chegar para pagar também o computador novo. O emprego não chega, é procurar por um segundo, para pagar as contas e sobrar dinheiro para comer e para guardar, "só em caso de ser preciso".
Por cima de tudo, é pensar no mestrado - que se não fossem os pais terem insistido em pagar as propinas, "pelo menos", por esta altura já tinha desistido.
É chegar à noite a casa, e apesar de ter o meu cromito e o nosso patudo à espera, estar exausta e só querer cama, mas ainda ter que fazer o jantar e preparar tudo para o dia seguinte.
No meio de tudo, é ter uma casa para manter arrumada, limpa. É roupa para lavar, passar. É manter o frigorífico e os armários com um nível alimentício aceitável. (Graças a Deus que os pais têm o bendito do quintal, o que ajuda com muita coisa).
E isto tudo é uma merda - perdoem-me o francês - e custa. Às vezes dá vontade de fechar os olhos e quando acordar estar tudo direito, com a conta cheia de dinheiro, sem ter que o contar bem contadinho.
Quando antes, nuns minutos livres, percorria páginas na internet a ver roupa e acessórios, agora é a procurar o segundo emprego que se consiga encaixar entre o actual e o mestrado.
Porra, como estou cansada.
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