As mulheres são complicadas. Ponto. Ai se são. São o suficiente, não a ponto de fazer tempestade num copo de água mas sim a ponto de mandar a mesa abaixo e mais qualquer coisa que apareça à frente. Mas também são complicadas a ponto de estarem a cair por dentro mas deixarem o copo ali na mesa, quieto, por semanas, meses, como se não fosse nada com elas.
As saudades são complicas. Ponto. Ai se são. Ou porque o tempo não passa, ou porque X música ou X lugar ou X expressão traz à superfície alguma lembrança, algum momento, a ponto de fazer rolar uma ou outra lágrima malandra. Ou várias. E apertar o peito. E suspirar.
As ilusões são a maneira mais fácil de arranjar uma grande queda na realidade. Não aquelas que arranha os joelhos e as palmas das mãos. Aquelas que se cai completamente desamparado, sem nada onde se agarrar, não importa o quão grande seja o círculo de amigos e pessoas que queiram bem e que tenham avisado. É daquelas que se é capaz de abrir a testa, ou partir uma perna, ou deslocar umas quantas costelas. Quedas das bem altas, aparatosas e dolorosas. Nada que não se recupere, mas a cicatriz fica lá, para lembrar da lição que deveria ter sido aprendida.
Posto isto nunca se deve juntar mulheres+saudades ou mulheres+ilusões, e em caso algum, nunquinha, jamais,never, se deve juntar mulheres+saudades+ilusões. Aí sim, está o caldo entornado.
E depois de tantas vezes que já dei com os cornos na parede já caí (e de tantas que irei cair), consegui juntar mulheres+saudades.
"Mas um conselho de amiga, não te iludas."
